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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Diálogos da Comunicação discute música

Na próxima terça, 9, às 14h30, acontece mais uma edição do projeto Diálogos da Comunicação. Para esta ocasião está agendada a participação do professor Gerson Rios Leme, intitulada "Música e tecnologia". Gerson examina as transformações que estão ocorrendo nos campos da música associada a tecnologia gerando novas possibilidades e contextos artísticos.

Sua fala é produto da sua dissertação de mestrado associada a pesquisas nos campos da música, da tecnologia, da educação e comunicação social. Constrói um panorama acerca dos modos como lidamos com recursos tecnológicos em variados campos do saber, bem como destaca pontos importantes em relação ao consumo de bens tecnológicos, além de discutir a base da construção tecnológica dos indivíduos no contexto atual.

O Diálogos da Comunicação é uma promoção do Departamento de Comunicação Social. O encontro com o professor Gerson acontece dia 09 de junho, às 14h30min, na sala 1507.

domingo, 26 de abril de 2009

Debate cultural

O seminário de Cidadania, cultura e desenvolvimento, do qual participou o músico Lobão, quinta-feira, 23, tinha como objetivo discutir assuntos referentes a cultura, programas políticos, manifestações culturais e artísticas. A palestra de Lobão foi diferente, pois ele fez uma breve introdução e logo abriu espaço para o debate com o público.

O palestrante não tem medo de ser espontâneo, realista, polêmico e falar palavrões. Expôs algumas de suas experiências, sempre as relacionando com a cultura. Disse, entre outras coisas, que nós temos que ter uma vida cultural na cidade onde vivemos. No debate foram tratados principalmente assuntos referentes à música, principalmente no sentido de a música influenciar na cultura. Também falou um pouco sobre racismo.

Para ele, o artista deve chegar até o público, ter Ibope, da mesma forma que as novelas, deve usar as mídias da forma que elas são. O artista independente deve se inserir no mercado brasileiro, mesmo que para isso deixe de ser independente.

Defende uma plataforma musical "equânime e variada". "Não se deve varrer o lixo cultural", para possibilitar a variedade musical. Frisou que não se deve preocupar com a qualidade, para não excluir ninguém. Falou que a sociedade brasileira é hipócrita. As atuais músicas de protesto tem um sentido de automiseração, no qual o próprio artista se coloca na figura da pessoa mais atingida, tentando fazer com que os outros tenham pena.

Falou sobre a atual maneira de censura, onde os editores cortam partes da música para que se tenha a metragem correta, ou um som "mais bonito, mais suave". Para fazer parte da cultura o artista deve fazer parte da história, estar na vitrine, ser popular e influenciar positivamente.